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Vila de Lionde Parceiros garantem Mercado para produção Agricultores, instituições bancárias e industrias, sob a égide do Centro de Investigação e Transferência de Tecnologias para o Desenvolvimento Comunitário, estiveram sentados a mesma mesa na passada quinta-feira, no Chokwé, no instituto agrário local, para uma reflexão conjunta, tendo em vista busca de alternativas que garantem que toda que toda a produção realizada pelos produtores na Vila do Milénio de Lionde tenha mercado garantido. A presença de grandes empresas ligadas a agro-processamento como a MIA , detentora de uma unidade industrial dotada de tecnologias de ponta para processamento de arroz, e com uma capacidade anual para laboral de 24 mil toneladas, constitui, de acordo com Henrique Cau, director do Centro de Investigação e Transferência de Tecnologias para o Desenvolvimento Comunitário, uma oportunidade ímpar para os agricultores abordarem a possibilidade de, doravante, realizarem as suas culturas com mercado garantido. Aspectos relacionados com todo o processo de comercialização, neste caso concreto do arroz, entre outras culturas produzidas na Vila do Milénio de Lionde, foram, durante este seminário, abordados pelos interessados, quebrando-se as barreiras entre os produtores e os industriais. Foi uma oportunidade, alias, para que toda cadeia de valor se pudesse munir do conhecimento mais profundo das responsabilidades de todos os intervenientes neste processo. “Nós saímos deste encontro bastante fortalecidos e esperançados de que uma nova era se vislumbra neste processo de produção em curso, contando com a assistência técnica e de ordem por parte da Vila do Milénio de Lionde”, disse Cau. O QUE DIZEM OUTROS INTERVENIENTES Para Alcides Nhamatate, do Fundo de Desenvolvimento de Fomento Agrário, um dos intervenientes e facilitador daquele encontro, a ocasião teve o seu mérito pelo facto, de aquele ter sido um grande privilégio para, em conjunto com os agricultores, passar-se revista daquilo que tem sido a interacção da sua instituição com produtores agrícolas. Através do fundo rotativo disponibilizado pela USAID, de acordo com nossa fonte, o Fundo de Fomento Agrário, tem estado a prestar assistência financeira no regadio de chokwé, onde, igualmente , se localiza a Vila do Milénio de Lionde, para permitir que os agricultores possam realizar culturas como arroz, milho e hortícolas. “Foi bastante interessante compartilhar compartilhar experiências com os produtores e concluímos que encontros desta natureza tornam o agricultor mais munido de instrumentos que lhe permitem avançar, com maior segurança, nas suas actividades e solicitar ajuda dos vários intervenientes da cadeia de valor. Gostaria de dizer que, para além da componente produção, financiamos ainda nesta cadeia, aquele que são fornecedores de insumos e de serviços, nomeadamente comercialização, escoamento da produção dos agricultores, para além das acções de agro-processamento. Estes foram alguns dos assuntos que abordamos com os nossos agricultores nesta sessão de trabalho facilitada pelo Centro de Investigação e Transferência de Tecnologias” disse Nhamatate. Betuel Maxaieie, um dos agricultores por nós contactado, á margem do encontro realizado no Instituto Agrário do Chokwé reconheceu que iniciativas do género, despertam no produtor o conhecimento necessário e uma luz para a melhoria do tipo de actividade agrária que se pretende actualmente, tendo em conta a dinâmica que as novas tecnologias impõem. “Posso assegurar-lhes que este deve ser o sentimento comum de todos os agricultores que aqui estiveram. Estamos satisfeitos, porque cada vez que o tempo vai passando, vão surgindo facilidades que nos vão permitir que possamos apenas nos debruçar, exclusivamente, á produção, porque o mercado está garantido, conforme nos foi aqui dito pelos nossos parceiros” disse Maxaieie. /Extraído do Jornal Notícias /28.11.2011 |